Pluralidade de Louis Rodgers

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Se perguntarmos a qualquer pessoa sensata, se alguém pode estar em dois lugares diferentes ao mesmo tempo, a resposta óbvia será não. Mas, se fizéssemos essa mesma pergunta ao Dr.Martin Spencer, renomado estudioso e diretor do Instituto de Pesquisas Psíquicas da Austrália, na década de 30, a resposta será: depende. Pois se tratando de Louis Rodgers, o maior enigma da sua vida, sim, seria possível.
 
Tudo começa no ano de 1931, na cidade de Melbourne, Austrália. Rodgers migrara para lá e começara a trabalhar como médium. Lia a sorte através das cartas de qualquer um que se interessasse e cobrava pouco. Sem ambições, pedia somente o indispensável para a sua subsistência.
 
De personalidade calma e tímida, nada se sabia sobre o seu nascimento e origem. Com o tempo, começaram a surgir comentários sobre aquele estranho sujeito. Pessoas afirmavam tê-lo visto em lugares diferentes ao mesmo tempo. Às vezes, em cidades diferentes, com mais de 1.000 km de distância. Seria possível?
 
Os rumores chegam até os ouvidos do Dr. Spencer em abril de 1937. Entusiasta e estudioso, não apegado ao convencionalismo científico, partiu para Melbourne, a fim de descobrir a verdade. Já um pouco incomodado com aqueles rumores que ameaçavam a sua pacata existência, Rodgers decidiu colaborar com as pesquisas, salvo uma condição: Que depois de três semanas, o deixassem em paz.
 
A primeira medida foi prometer não sair de Melbourne pelas próximas três semanas. Depois, sem que Rodgers soubesse, foi contratado um detetive particular para seguir os seus passos. Um detalhe curioso, é que até a polícia da cidade se interessou pelo caso.
No dia seguinte, Rodgers tomou um ônibus pela manhã. Foi até Sidney e alugou um quarto em um hotel. O detetive correu até um telefone a fim de informar o doutor sobre o paradeiro do médium.
 
Para seu espanto, ouviu como resposta impossível Rogers estar em Sidney, pois ele almoçara com o Dr. Spencer há pouco. Apesar desse mistério, foi ordenado que o detetive não o perdesse de vista por um instante sequer. O interesse pelo caso aumentava a cada dia.
O desfecho do mistério se deu em 12 de abril de 1937, quando Rodgers foi trancado no escritório do Dr. Spencer junto com várias testemunhas.
 
As horas transcorreram sem nenhuma novidade, quando Rodgers, repentinamente, pediu para o Dr. Spencer escolher uma palavra. Spencer disse a primeira palavra que lhe veio à mente: “Lilás”. Por volta das cinco horas da tarde, logo após outra ligação do detetive confirmando que Rodgers ainda se encontrava em Sidney, o telefone tocou novamente. Mais uma vez, uma ligação de Sidney.
 
Só que dessa vez, não era o detetive. Qual o assombro do Dr. Spencer ao ouvir a voz tranquila de Rodgers falar calmamente do outro lado da linha: “Doutor, a palavra é lilás”. Rodgers, o outro Rodger, ou o verdadeiro, sabe-se lá, permanece ali, impassível diante das testemunhas presentes.
 
Como combinado, ao fim das três semanas, o caso deixou de ser investigado, sem uma explicação plausível para o mistério. Contudo, Rodgers nunca mais teve sossego. Com o início da Segunda Guerra Mundial, partiu para o campo de batalha e dado oficialmente como morto em um combate no ano de 1942. Mas as perguntas ficaram: Teria realmente morrido ou aproveitou para fugir para outro lugar, onde pudesse passar despercebido? Teria um irmão gêmeo? Nunca viram os dois Rodgers juntos.
 
Seria o seu doppelgänger que o detetive e as demais pessoas viram? O antropólogo norte americano, Carlos Castaneda, conta sobre suas experiências com o bruxo da tribo dos Yaquis, Don Juan Matus. Segundo Castaneda, os bruxos desta tribo conseguiam se materializar em mais de um lugar ao mesmo tempo. Seria isso?
 
Fontes:
MisteriosdoMundo

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